(62) 3942.4070
Cirurgia Plástica / Otoplastia (Orelha)

Orelhas que parecem muito afastadas da cabeça são chamadas de orelhas de abano e, normalmente, são motivo de grande incômodo e constrangimento ao seu portador. Quando esta situação gera mal estar ou algum tipo de trauma, baixa auto-estima e timidez, há então indicação para a prática cirúrgica. 

A Otoplastia é indicada para defeitos congênitos ou outros tipos de deformidades. O mais comum é a correção de orelhas de abano. Deformidades hereditárias na orelha podem ser corrigidas muito cedo, com uma cirurgia plástica relativamente simples, a otoplastia estética. A correção pode ser feita em pessoas com idades entre 5 e 7 anos, quando as orelhas já atingiram seu tamanho máximo.
  
Ela é realizada através de uma incisão localizada estrategicamente atrás da orelha para retirada de excesso de pele e deslocamento da cartilagem, remodelando uma nova dobra superior. As incisões são estrategicamente colocadas, discretas, com cicatrizes praticamente imperceptíveis.  
 
Existem três tipos de deformidade, que juntas são consideradas como orelhas em abano. O paciente pode ter a parte interna da orelha (concha) muito grande, ter ausência da dobra superior, ou ainda possuir um ângulo muito aberto entre a cabeça e a orelha. Em todos esses casos, a melhor solução é uma das cerca de vinte técnicas cirúrgicas: dupla elipse, em ilha e Mustardè, só para citar as mais usadas. 

Todas consistem em reesculpir a orelha a partir do movimento de rotação da cartilagem e da retirada do excesso de pele. Porém, quando é necessário reduzir o tamanho da concha, são retirados pedaços da cartilagem na forma de fatias de pizza. A cicatriz que fica após a cirurgia é praticamente invisível, já que a incisão é feita atrás da orelha, no sulco entre o órgão e a cabeça. Além disso, a pele dessa região é muito fina e a própria cicatriz tende a ficar quase imperceptível. 

_________________________

Duração: Uma a duas horas;

Recuperação: No primeiro dia após a cirurgia, o paciente fica com a cabeça enfaixada e, no dia seguinte, já pode tirar todos os curativos, tomar banho e lavar a cabeça. O cuidado especial é usar uma faixa, do tipo tenista ou bailarina, na hora de dormir, para que a orelha não dobre no contato com o travesseiro. Também recomenda-se evitar sol, friagem, vento e traumatismos locais por um período de dez dias. A rotina de escola ou trabalho pode ser retomada depois de quatro a cinco dias. Os pontos são retirados após oito dias, quando já é possível se perceber 80% do resultado da cirurgia; e os outros 20%, apenas três meses depois;

Riscos: Assimetria, deiscência da cicatriz com alargamento, recidiva uni ou bilateral, infecção, hematoma;

Resultado: É difícil acontecer de as orelhas voltarem a ser como antes. Mas um cirurgião pouco habilidoso pode deixar as bordas da cartilagem mais salientes ou irregulares, além de sensíveis ao toque. Também pode ocorrer uma leve assimetria, considerada natural;

Internação: De 12 a 24 horas;

Anestesia: Na criança, a anestesia é geral e, no adulto, local. 


Compartilhe isso: